19 de maio de 2026
Share of Model
A revolução da IA no marketing: A inteligência artificial transformou a jornada de compra ao sintetizar e recomendar soluções diretamente ao consumidor. Novo Paradigma: O foco migra do SEO para GEO e AIO. Não basta apenas ser encontrado; a marca precisa ser estruturalmente compreendida pelas máquinas. Invisibilidade Digital: Sem sinais digitais claros e consistentes, as empresas perdem relevância e desaparecem no ambiente omisso do dark funnel. Autoridade Semântica: A tecnologia amplifica a clareza. O desafio atual é transformar posicionamento em dados interpretáveis e recomendáveis por algoritmos.

No webinar gratuito CodeHack, Thais Basem Bastos e Felipe Nasser discutem como a inteligência artificial mudou as regras da visibilidade, da autoridade e da recomendação de marcas.

Durante anos, o marketing digital trabalhou sobre uma lógica relativamente previsível: o consumidor pesquisava, encontrava uma lista de resultados, clicava em um site, comparava opções e, em algum momento, tomava uma decisão de compra.

Esse modelo não desapareceu por completo, mas deixou de ser o centro absoluto da jornada. A inteligência artificial passou a ocupar um espaço intermediário e cada vez mais decisivo entre a intenção do cliente e a escolha final. Em vez de visitar dez páginas, o consumidor pergunta. Em vez de comparar manualmente, ele recebe uma síntese. Em vez de navegar por múltiplas fontes, ele espera que um sistema inteligente filtre, organize e recomende.

É nesse novo cenário que surge uma pergunta incômoda para empresas, profissionais de marketing e líderes de negócio: quando alguém pergunta para uma IA quais marcas, soluções ou especialistas ela recomenda no seu mercado, a sua marca aparece?

Se a resposta for não, talvez o problema não seja apenas falta de tráfego, verba ou conteúdo. Pode ser algo mais silencioso: a sua marca não está sendo compreendida pelas inteligências artificiais.

Essa é a tese central do CodeHack: Se a IA não cita sua marca, você começa a desaparecer antes mesmo do clique, webinar gratuito e online que acontece em 03 de junho de 2026, das 19h às 20h30, com Thais Basem Bastos e Felipe Nasser.

Para Thais, especialista em inteligência artificial aplicada ao marketing e mentora de líderes para o mundo com IA, a discussão precisa sair do uso superficial das ferramentas.

“Muitas empresas ainda estão perguntando como usar IA para fazer mais posts. Essa é uma pergunta pequena. A questão maior é: sua marca está gerando sinais digitais claros o suficiente para ser interpretada, comparada e recomendada por sistemas de IA?”

A mudança é estrutural. No modelo tradicional, aparecer no Google já era uma conquista relevante. No novo modelo, aparecer pode não bastar. A marca precisa ser extraída, sintetizada, contextualizada e considerada confiável pelos sistemas que organizam respostas.

O próprio material estratégico do CodeHack define esse novo campo como uma camada adicional de decisão: a IA interpreta a marca, resume conteúdos, compara empresas com concorrentes, pode recomendar ou ignorar uma solução e depende de sinais claros para entender autoridade, consistência e relevância.

O novo porteiro invisível do mercado

No mercado B2B, essa mudança ganha contornos ainda mais relevantes. A jornada corporativa já não começa necessariamente no formulário de contato, na reunião comercial ou na ligação com o vendedor. Muitas vezes, ela começa antes, em um espaço menos visível: pesquisas, comparações, resumos, recomendações e análises feitas com apoio de IA.

Esse ambiente, conhecido como dark funnel, é o território onde o comprador pesquisa sem se identificar. Ele compara fornecedores antes de preencher qualquer cadastro. Ele usa ferramentas para reduzir risco, ganhar tempo e filtrar alternativas. Quando chega ao comercial, muitas vezes, já chega com uma lista mental construída.

Felipe Nasser, especialista em neuromarketing, negócios e growth, observa que a IA se encaixa perfeitamente em uma tendência humana anterior à tecnologia: a busca por atalhos cognitivos.

“O cérebro sempre tentou economizar energia na tomada de decisão. A IA acelera esse processo porque entrega síntese, comparação e sensação de direção. O problema é que, se a sua marca não está clara para a máquina, ela dificilmente será uma opção confortável para o humano.”

É aqui que o “imposto da invisibilidade” começa a ser cobrado. A empresa pode ter qualidade, experiência e bons clientes, mas se seus sinais digitais forem fracos, confusos ou contraditórios, ela corre o risco de ser ignorada por sistemas que hoje influenciam a escolha.

Não se trata apenas de estar presente. Trata-se de ser legível.

Como a IA decide quem merece ser recomendado?

Diferente de um consumidor humano, que constrói confiança por memórias, afeto, proximidade e reputação percebida, a IA trabalha com sinais. Ela cruza conteúdos, fontes, padrões, menções, dados estruturados, autoridade temática, avaliações e consistência entre canais.

Se o site diz uma coisa, o LinkedIn diz outra, o Google Business está desatualizado, as matérias sobre a empresa são vagas e os conteúdos não explicam claramente o que a marca faz, a IA tem dificuldade de formar uma síntese confiável.

Nesse ambiente, marcas genéricas sofrem. Marcas que usam expressões amplas demais, como “soluções inovadoras”, “excelência”, “qualidade” e “atendimento diferenciado”, sem prova concreta e sem contexto, tendem a perder força. Para uma IA, abstração demais pode significar baixa extraibilidade.

Thais resume o desafio em uma frase direta:

“O que não pode ser compreendido com clareza dificilmente será recomendado com confiança.”

Essa lógica também explica a ascensão de conceitos como Share of Model, GEO e AIO. O Share of Model mede o espaço que uma marca ocupa nas respostas geradas por modelos de IA. O GEO, ou Generative Engine Optimization, trata da otimização para mecanismos generativos, sistemas que não apenas listam links, mas produzem respostas. Já o AIO amplia essa visão, incluindo presença, dados, conteúdo e sinais digitais que ajudam a IA a entender corretamente uma marca.

Em termos simples: SEO ajuda a marca a ser encontrada. GEO e AIO ajudam a marca a ser compreendida e recomendada.

O problema não é a IA. É a falta de método.

Um dos pontos centrais do CodeHack é que a IA não deve ser tratada como uma coleção de ferramentas isoladas. O uso fraco de IA acelera improvisos. O uso estratégico transforma processos, comunicação e posicionamento.

A proposta do evento não é ensinar “truques de ChatGPT”. O foco é mostrar como empresas podem usar IA para ganhar produtividade em marketing e vendas, fortalecer a marca, gerar oportunidades comerciais e preparar sua presença digital para ser interpretada por inteligências artificiais.

Para Felipe, esse é um ponto decisivo porque a IA amplifica o que já existe.

“Se a empresa tem clareza, a IA pode ampliar essa clareza. Se a empresa tem confusão, a IA também pode escalar essa confusão. A tecnologia não corrige uma estratégia fraca. Ela torna a estratégia mais visível, para o bem ou para o mal.”

Essa visão muda a discussão sobre produtividade. Produzir mais conteúdo não significa necessariamente construir mais autoridade. Criar mais posts, imagens e e-mails com IA pode apenas aumentar o ruído se não houver direção estratégica.

O desafio passa a ser outro: transformar conteúdo em sinal. Transformar posicionamento em dado compreensível. Transformar reputação em autoridade semântica.

O teste simples que revela se sua marca está invisível

Durante o webinar, Thais e Felipe devem apresentar caminhos práticos para diagnosticar a presença de uma marca nas respostas de IA. Um dos testes mais simples é abrir uma ferramenta como ChatGPT ou Gemini e perguntar:

“Quais são as 3 empresas ou soluções que você recomendaria para [insira seu setor] e por quê? Liste os critérios que usou para escolher cada uma.”

Se a marca aparece, a próxima análise é entender como aparece. Ela é protagonista ou apenas uma menção lateral? É associada aos atributos corretos? É comparada com quem? É recomendada para o público certo?

Se a marca não aparece, o diagnóstico é mais sensível. Pode haver baixa presença digital, falta de clareza de categoria, ausência de prova, pouca autoridade externa, inconsistência de comunicação ou concorrentes mais bem estruturados semanticamente.

Esse tipo de avaliação se conecta ao que o mercado já começa a chamar de “pesquisa de percepção por IA”. Um artigo usado como referência no desenvolvimento do tema mostra que marcas já estão avaliando como diferentes modelos de linguagem as percebem, inclusive com ferramentas de Share of Model, comparando variações entre modelos como Llama e ChatGPT.

O que será discutido no CodeHack

O CodeHack parte de uma premissa simples: a empresa que quer crescer no novo mercado digital precisa organizar sua presença para humanos e para máquinas. Isso envolve produtividade, comunicação, marca, vendas e recomendação.

  • No webinar gratuito, os participantes devem entender:
  • Como a IA está mudando a jornada de busca e decisão de compra.
  • Por que o clique deixou de ser o único indicador de visibilidade.
  • Como marcas podem ser ignoradas mesmo tendo boa reputação offline.
  • O que são Share of Model, GEO, AIO e autoridade semântica.
  • Como testar se a IA entende e recomenda uma marca.
  • Quais sinais digitais ajudam uma empresa a ser compreendida.
  • Como transformar IA em método, não apenas em ferramenta.

A proposta é especialmente relevante para empresas que já usam IA, mas ainda de forma dispersa. Também é indicada para gestores, equipes de marketing, vendas, comunicação, relacionamento, consultores, prestadores de serviço e marcas que dependem de autoridade para gerar demanda.

A nova pergunta do marketing

O marketing digital passou anos tentando responder à pergunta: “Como fazer minha marca aparecer?”

Agora, a pergunta evoluiu: “Como fazer minha marca ser compreendida, confiável e recomendável em ambientes mediados por IA?”

Essa mudança não elimina redes sociais, SEO, tráfego pago, relacionamento humano ou vendas consultivas. Ela reorganiza a hierarquia. Antes de convencer o cliente, muitas marcas precisarão ser compreendidas pelos sistemas que ajudam o cliente a decidir.

O CodeHack nasce exatamente nesse ponto de inflexão. Não como um evento sobre futuro distante, mas como uma leitura prática do presente.

Porque, no novo mercado digital, a ausência pode não ser barulhenta. Ela pode ser silenciosa, estatística e algorítmica.

A marca continua postando. Continua anunciando. Continua existindo.

Mas, quando o cliente pergunta para a IA, ela não aparece.

E, nesse momento, a invisibilidade já começou a cobrar seu preço.

Serviço

Webinar gratuito: CodeHack

Tema: Se a IA não cita sua marca, você começa a desaparecer antes mesmo do clique
Data: 03 de junho de 2026
Horário: 19h às 20h30
Formato: Online e gratuito
Com: Thais Basem Bastos e Felipe Nasser
Inscrição: https://codehack.com.br/webinar