4 de março de 2026
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Por Carine Valões – VL Segurança Digital

A inteligência artificial evoluiu rapidamente e trouxe uma nova era de produtividade, automação e criatividade. No entanto, ela também se tornou uma das ferramentas mais perigosas nas mãos de criminosos. Deepfakes, clonagem de voz e manipulação digital agora permitem golpes tão realistas que vítimas, funcionários e até empresas inteiras são enganados com facilidade. Estamos diante da segunda geração da fraude digital: o Golpe 2.0.

Deepfake é o nome usado para descrever vídeos ou áudios criados por inteligência artificial que imitam vozes, rostos e gestos de pessoas reais com extrema precisão. O termo vem de “deep learning”, um tipo avançado de aprendizado de máquina, combinado com “fake”, que significa falso. Ou seja, um falso criado por aprendizado profundo.

Com essa técnica, criminosos copiam a voz de um familiar usando poucos segundos de áudio retirados de vídeos das redes sociais. Depois disso, ligam para a vítima pedindo dinheiro, dizendo que estão sequestrados ou em situação de emergência. Empresas também são alvo: há registros internacionais de funcionários que receberam ligações supostamente de seus diretores pedindo transferências bancárias urgentes.

No Brasil, esse perigo se intensifica por causa da velocidade com que as pessoas usam o PIX. De acordo com o UOL e a VL Segurança Digital, golpes envolvendo esse sistema devem alcançar perdas bilionárias nos próximos anos (economia.uol.com.br). Como transações são instantâneas, a janela de tempo para identificar um golpe é mínima.

Relatórios internacionais já detectam que criminosos utilizam IA para automatizar fraudes, criar mensagens personalizadas e produzir documentos falsos convincentes. Isso reduz o esforço humano e aumenta a escala dos ataques.

Outra expressão relevante é “social engineering” (engenharia social). Trata-se do conjunto de técnicas usadas para manipular psicologicamente uma pessoa a fim de obter acesso, dados ou dinheiro. A IA tornou essa prática ainda mais perigosa, pois agora os criminosos conseguem personalizar golpes usando informações da própria vítima, retiradas de redes sociais.

A fusão entre crimes digitais e inteligência artificial criou um cenário sem precedentes em termos de risco. O Golpe 2.0 não depende apenas de falhas tecnológicas, mas principalmente de manipulação emocional e confiança. Para enfrentar essa ameaça, é fundamental adotar medidas simples, Orientações da VL Segurança digital: Confirmar identidades por mais de um canal, desconfiar de urgências e buscar educação digital contínua. A segurança agora passa por saber identificar o que é real e o que é inteligência artificial.

VL Segurança Digital
(44) 3113-0795
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